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Publicado em 17/03/2017 às 09h34
A chegada


RODRIGO ROMERO

Louise (Amy Adams) é especialista em linguística. Certo dia, ao chegar à faculdade para dar aula, os alunos a interrompem e ligam a TV. Alienígenas invadiram uns pontos da Terra. Dentre eles, claro, o país do Tio Sam. No dia seguinte, os militares responsáveis por desvendar se os ETs estão ou não em missão de paz, convocam Louise a esta tarefa, a traduzir os símbolos que eles desenham. As possíveis respostas podem alterar o rumo da humanidade.

Dirigido por Dennis Villeneuve (‘Sicário’ e o remake de ‘Blade Runner’), ‘A Chegada’ despertou a ira e o amor no público. A distância entre a linha média do gosto se explica porque se trata de um produto de compreensão quase hermética e herética. Mas a condução de Villeneuve consegue deixar em relevância a parte delicada do roteiro. O que contribui à trama, além da excelente trilha sonora, é sua bela fotografia.

Vencedor do Oscar de edição de som, ‘A Chegada’ nos expõe ao limite de aceitação de toda a trajetória. Paralelamente ao processo de decifrar os códigos dos ETs, Louise pensa em sua vida, na filha, marido. Tudo está conectado de certa forma. E se pudéssemos resgatar determinados instantes de nossa vida, teríamos a coragem de reviver 100% e arcar com a consequência?

A partir desta questão, o filme de desenrola em uma sutileza digna dos aplausos mais sinceros. A comparação com ‘2001: Uma Odisseia no Espaço’ (1968) é absurda, porém vale como parâmetro. As câmeras de Villeneuve lidam bem com os silêncios, olhares, luzes. A. Adams precisava estar dentre as cinco concorrentes como melhor atriz. Não digo a ganhar, mas estar no rol das finalistas. Sua interpretação emociona pela delicadeza.

O cinema atual elegeu Bradley Cooper e a Jennifer Lawrence como os queridinhos do cinema nesta década. Estão errados. Amy e Casey Affleck são os nomes da vez. ‘A Chegada’ é, talvez, a consagração de uma atriz com carreira regular. Percebe-se que o longa não apela ao efeito especial à toa. Tudo tem um motivo, a hora correta, e a sintonia se espalha pelos minutos.

O segredo é ‘esconder’ do espectador as pistas fáceis e deixá-los à vontade pra averiguar decisões dos personagens, sobretudo as de Louise. A chave é saber se o destino vale a pena.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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