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Publicado em 24/03/2017 às 10h22
Bonito lhe parece


RODRIGO ROMERO

É engraçado como as carreiras de determinadas pessoas têm idas e voltas. O diretor Billy Condon é o exemplo. Comandou as duas últimas tramas da saga Crepúsculo (‘Amanhecer 1 e 2’, 2011-2012), mas antes havia feito ‘Dreamgirls’ (2006), bom filme no qual até Eddie Murphy está razoável (pode soar o exagero, mas é verdade). Esteve à frente d’outros trabalhos menos badalados, como ‘Vamos Falar de Sexo’ (2004).

O lançamento da enésima montagem de ‘A Bela e a Fera’, que estreou há nove dias, sob a varinha de Condon, estourou nas bilheterias... E é bem feitinho. Tem Emma Watson, dos filmes de Harry Potter, no papel da mocinha, e Dan Stevens como o monstro (ele trabalhou com o diretor em ‘O Quinto Poder’, 2013).

O roteiro de Stephen Chbosky e Evan Spiliotopoulos começa no tatibitate, a idades de menos de 8 anos. Mas a partir daí muitas cores abrangem toda a telona. A direção de arte é ótima a filmes como esse. Precisa ser. Com o candelabro e relógio falantes, por exemplo, não bastam somente os efeitos especiais.

A ternura presente ali é imprescindível. O único vilão disponível, Luke Evans (‘Drácula: A História Nunca Contada’, 2014), possui personalidade tosca. Perturba pouco. Seu desejo de se casar com Bela, ainda que inviável, é fraco. O lado engraçado, o ajudante e puxa-saco Le Fou (Josh Gad), dá o tom aos instantes cômicos. Os números musicais são como devem ser em tipos de produções como esta: sóbrios, sem exageros e limitações.

Não se tratam de estouros aqui e acolá, nem tampouco firulas dispostas à toa. ‘A Bela e a Fera’ de 2017 é, por incrível que se possa parecer, e isso é bom, respirável. Emma Watson, assim como seu ex-parceiro Potter, Daniel Hadcliffe, ‘tentam’ se livrar do estigma do blocked do mágico e partir para obras mais densas. Não que ‘A Bela e a Fera’ é a densidade procurada e almejada, todavia trabalhos com mais seriedade e qualidade, digamos assim.

É difícil realizar películas a crianças hoje em dia. Tudo é em 3D, cheio de barangandãs. No frigir dos ovos, ‘A Bela e a Fera’ vence pelo cansaço. Certamente estará na lista dos mais vistos de 2017 e ainda na lista de determinadas categorias na 90ª festa do Oscar, em 2018, como figurino e a citada direção de arte. É aguardar pra ver.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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