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Publicado em 27/10/2017 às 14h56
Charlotte de vermelho


RODRIGO ROMERO

A modelo e atriz Kelly LeBrock foi uma das musas de Hollywood na década de 1980. Os olhos claros, o rosto que parecia pintado a nanquim, de tão perfeito, o corpo escultural, além dos lábios carnudos, fizeram a cabeça de todo adolescente na época. O ator e diretor Gene Wilder e o produtor Victor Drai – namorado de Kelly em 1983 – a convidaram a estrelar o filme ‘A Dama de Vermelho’ (1984), ideia de Wilder, roteirizada, dirigida e protagonizada pelo próprio.

A moça topou o convite e a fita recebeu o retorno aguardado: o sucesso retumbante de público e crítica. Na trama, Wilder é Teddy, o pacato funcionário de uma agência de publicidade. Tem 50 anos. É o marido e pai dedicado. Mas certo dia, parado num semáforo, vê ao seu lado Charlotte (K. LeBrock) caminhando na calçada, com o vestido vermelho do título.

Ao passar no vão que dá acesso ao metrô, Marylin Monroe baixa ali e a Charlotte baila, o vestido levanta e mostra a sua calcinha vermelha. Teddy fica paralisado. E segue a mulher a partir de então. Todo o caminho para conquista-la é cheio de percalços, desencontros e contratempos formidáveis. Wilder, que morreu em 2016, aos 83 anos, usa o charme e a experiência de comediante que a carreira lhe deu para dar vida ao filme e compensar um pouco a falta de ritmo de Kelly.

Porém, passa quase imperceptível ao espectador, já que a beleza da modelo, espécie de Grace Kelly carregada na tinta, contamina quem assiste. ‘A Dama de Vermelho’ também ficou famosa por conter a música ‘I Just Call to Say I Love You’, de Steve Wonder. Apesar de alguns clichês pesados, desnecessários, esta película primou por levar à tela a originalidade de Wilder. Deslumbrante e tenaz, o blocked segue como se fosse mais uma sitcom dos EUA.

Ao ver ou rever a obra, que se tornou clássica e cult quase que ao mesmo tempo, volta-se a uma época na qual o país do Tio Sam reverberava ainda a política inicial de Ronald Regan, eleito em 1980. O construtivismo conservador, e liberal – porque não? – rendeu para todos uma espécie de gancho a trabalhar debruçado nas piadas e situações que envolvessem o sexo. O Brasil também caiu nesta farta armadilha, mas isso é assunto a outra coluna. Duração: 87 minutos. Cotação: bom.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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