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Publicado em 24/11/2017 às 14h58
Filme esquecível


RODRIGO ROMERO

Em 23 de anos de carreira no cinema (26 no total), a atriz inglesa Kate Winslet, 42, quase sempre foi a unanimidade dentre os cineastas. Profissional competente e de regularidade singular, conseguiu a proeza de sobressair inclusive no melodrama ‘Titanic’ (1997).

Tanto em trabalhos intelectuais, como ‘Razão e Sensibilidade’ (1995), como blockbusters arrasadores – ‘O Amor não Tira Férias’ (2006) –, e até mesmo em participações pequenas, por exemplo, ‘Steve Jobs’ (2015), K.Winslet sabe bem a tarefa de dominar as câmeras... Geralmente cumpre à risca os pedidos dos diretores. Em ‘Depois Daquela Montanha’, que estreou semana passada por aqui, filmou em um estilo, pelo que me lembro, inédito em sua trajetória: a das fitas-monólogo, com apenas 1 ou 2 personagens.

Na trama, Alex (Kate) e Ben (Idris Elba– de ‘Torre Negra’, 2017, e dublador – inglês como a parceira de cena) têm problemas com seus respectivos voos e decidem fretar um outro avião para chegar a tempo de seus compromissos. A moça se casa no dia seguinte e ele, cirurgião, tem operações urgentes.

Mas o piloto morre durante o voo e o avião cai num lugar deserto. Se você se lembrou de ‘Náufrago’ (2000) ou de ‘Eu Sou a Lenda’ (2007), não se engane. À parte de a fotografia ser um tanto batida, ‘Depois Daquela Montanha’ tem mais clichês do que qualquer obra de aspirante a roteirista. A direção do israelense Hany Abu-Assad (‘Paradise Now’, 2005) mente ao público do começo ao fim.

Tenta ser enigmática, zero tendenciosa, mas com 20 minutos já sabemos como será o desfecho disso e até os seus meandros. Nada funciona. O blocked de Chris Weitz (‘Rogue One: Uma História de Star Wars’, 2016, ‘Um Grande Garoto’, 2002) não poderia ser mais piegas. A luta pela sobrevivência de Alex e Ben é travada acompanhada de um cão que parece ser cria do Superman: além de não ter arranhões na queda do avião, ele sai quase sem sangue numa luta com um puma!

E os defeitos não param aí. As manobras morais da história penam para ficar eretas. Apesar das tomadas aéreas a fim de ilustrar o desamparo de ambos, os atores soam falsos na pretensão de Hany, e aí tome mais clichê goela abaixo. Se eu comecei este texto só falando a parte cor-de-rosa da estrada de Kate, encerro exibindo a bela derrapagem deste longa. Duração: 112 minutos. Cotação: ruim.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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