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Publicado em 20/10/2017 às 14h54
Manual de más maneiras


RODRIGO ROMERO

O apresentador e comediante Danilo Gentili está sempre às voltas com polêmicas por suas opiniões e atitudes em relação a determinados assuntos. Já foi chamado de reacionário, ultraconservador, além de desbocado e homofóbico. A esquerda o abomina. A direita faz ressalvas quanto ao seu modo nada tímido de lidar com determinados temas.

Em relação a isso, ele lançou um tempo atrás o livro ‘Como se Tornar o Pior Aluno da Escola’. O conteúdo se destaca por chutar longe o chamado ‘politicamente correto’ e dá instruções reais de como colar nas provas, copiar conteúdos da internet para realizar as pesquisas e fazer bulling com os colegas mais deslocados, por exemplo.

Deste projeto veio o filme de mesmo nome, lançado nesta semana. O grande triunfo, pode-se dizer, é o elenco. Gentili conseguiu trazer ao set o ator Carlos Villagran, o Quico do seriado Chaves, em sua primeira incursão na sétima arte no Brasil. Mas também estão no cast os cantores Rogério Skylab e Moacyr Franco, a atriz Joana Fomm, que outro dia pedia emprego numa rede social, Raul Gazolla e Fábio Porchat.

Gentili, é claro, também. É o grande guru de dois pirralhos, Bernardo (Bruno Munhoz) e Pedro (Daniel Pimentel), que desejam mudar a forma do comportamento da escola, por falta de motivação. No caso de Pedro, a tarefa é tirar a nota máxima e não ser reprovado. Os destaques são as participações de Villagran e Franco.

O primeiro dá vida ao diretor Ademar Melquior (fãs de Chaves sabem a história por trás do sobrenome), cujo lema é: ‘A escola transforma os alunos, e os alunos podem transformar o mundo’. O segundo é o funcionário desleixado e boca suja, desgastado pelo tempo e a insatisfação. ‘Como se Tornar o Pior Aluno da Escola’ é um escracho dilacerante do início ao fim.

Gentili maneja bem temas e quesitos raramente tocados em roteiros. E libera a alienação da jaula. Mostra menores de idade em situações ‘proibidas’, em volta com bebidas alcoólicas, cigarros e charutos e mulheres. Pedro e o seu amigo Bernardo querem ser Gentili, um fanfarrão que leva a vida na flauta depois de ganhar bastante dinheiro na Telesena. O resultado é um emaranhado de piadas de duplo ou triplo sentido, sequências de gosto duvidoso, envolvendo vômitos, outras tosquices, e risadas forçadas e a sensação de nostalgia no ar.

Duração: 106 minutos. Cotação: regular.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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