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Publicado em 12/05/2017 às 14h49
Um limite entre nós


RODRIGO ROMERO

No chamado ‘teatro filmado’, vários longas-metragens fizeram a história da sétima arte. Quem não se lembra, por exemplo, do duelo Elizabeth Taylor x Richard Burton em ‘Quem Tem Medo de Virginia Woolf?’ (1966). Colérico, não? Ou o drama absurdamente bem feito de ‘Uma Rua Chamada Pecado’ (1951, também denominado ‘Um Bonde Chamado Desejo’), com Marlon Brando e Vivien Leigh? Isso para não falarmos do trabalho esplendoroso de miss Taylor, ‘Gata em Teto de Zinco Quente’ (1958), ao lado de Paul Newman.

‘Um Limite Entre Nós’ (2016) encaixa-se neste segmento. De certa forma, comparações à parte, Denzel Washington e Viola Davis revivem os tempos idos destas lendas. Foi um dos grandes filmes do ano passado. Não à toa, recebeu 4 indicações ao Oscar. Davis, bem impactante, levou a estatueta (as demais foram de filme, ator a Washington e roteiro adaptado).

Ele é Troy. Antes foi aspirante a jogador de beisebol. Hoje vive honestamente como lixeiro, e não deseja futuro igual ao filho mais novo. A paixão pela esposa é incólume, a não ser por um detalhe. Washington dirigiu, sob o roteiro de August Wilson, escrito a partir de sua peça teatral. Se o ator-diretor exagerou no tom no aspecto das cortinas se abrirem e ele se sentiu no Carnegie Hall, é outra história... ‘Um Limite Entre Nós’ precisa de pouco para convencer que o drama está enraizado ali.

O Troy de Denzel é um sujeito durão, dos EUA dos anos 1950, onde a lágrima persiste em não cair. Em determinados pontos, pode ser um pouco frio. Por que não? Desde ‘Dia de Treinamento’ (2001), quando ganhou o Oscar de ator, ele não tinha nas mãos um papel tão forte e destemido. Com Viola ocorre fato semelhante. Que atriz! Em atividade desde 1996, esteve em 37 longas – média de quase 2 por ano.

Destacou-se em ‘Dúvida’ (2008) e ‘Histórias Cruzadas’ (2012), mas desta vez teve a personagem da vida. Devia ter concorrido na categoria atriz principal no Oscar 2017, e não na de coadjuvante. A sua Rose Maxson salva-nos de ter segurar um filme apenas de frases. Ela impele à obra sons, olhares e gestos de absoluta qualidade e reverência. A virada que a fita dá é vital para o andamento e que bom que é Viola Davis quem toma conta de tudo.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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