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Publicado em 09/06/2017 às 15h00
Vínculos maternos


RODRIGO ROMERO

A atriz Annette Bening rodou em 2010 o filme ‘Minhas Mães e meu Pai’. Dois anos antes, ‘Mulheres: O Sexo Forte’. Recuamos a 2004 e ela está em ‘Adorável Júlia’. E por fim, em 1999 esteve em ‘Beleza Americana’. Esta introdução recheada de filmes relevantes, com personagens pungentes e cortantes, fez de Annette a profissional mestre na arte de acertar a mira da profissão. Em 2016 trouxe-nos ‘Mulheres do Século XX’, que estrou no Brasil em fevereiro de 2017 e logo sumiu dos cartazes do cinema.

No Vale do Paraíba, por exemplo, passou longe. Mas a fita vale cada minuto porquê de novo Annette se encaixa na pele de uma jovem senhora no seu tempo, no caso do roteiro, na década de 70. Ela é Dorothea. Divorciada, lida com problemas do filho do jeito californiano de ser daquela época: a liberdade acima de tudo...

Ao mesmo tempo, ela hospeda em casa duas moças que farão parte desta formação do adolescente: Julie (Elle Fanning) e Abigail (Greta Gerwig). A seu modo peculiar, as três pretendem compreender o crescimento de Jamie (Lucas Zumann). William (Billy Crudup) também é morador da casa. Mais velho, influenciará a todos a sua volta. Dirigido por Mike Mills, ‘Mulheres do Século XX’ encanta por ser simples, mas não simplório.

É didático sem ser pedante, pois explica para o público cada passo daquele período. Há flashbacks em alguns momentos e eles fazem o espectador entender como eram os anos 1970. O entrosamento do elenco é formidável, principalmente o de Elle com Jamie. Fez-me lembrar ‘Moonrise Kingdom’ (2012), aqueles dois pré-adolescentes que decidem fugir de casa.

O enredo em ‘Mulheres do Século XX’ é outro, porém os personagens se intercalam de maneira semelhante. A direção de Mills capta bem esse ingrediente e domina o cast com destreza e a pitada de comicidade. Dorothea não é superprotetora. Jamie, o filho, pode fazer o que desejar e é aí que mora o perigo, exatamente por conta do excesso de ‘soltura’ dele.

Nomeado na categoria melhor roteiro original no Oscar-17, não levou a estatueta, que ficou com o denso ‘Manchester à Beira Mar’. De qualquer forma, se você conseguir assisti-lo via internet ou Netflix, não perderá o precioso tempo.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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