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Publicado em 22/07/2013 às 16h46
As respostas do papa Francisco Não adianta Bergoglio querer empurrar os problemas ‘com a barriga’

A redação / Diário de Jacareí

A vinda do papa Francisco ao Brasil para a 26º Jornada Mundial da Juventude representa, além da busca e renovação de seus fiéis, o momento para que a autoridade máxima da Igreja de Roma responda a mais um suposto escândalo liga à sexualidade no Vaticano, ou melhor, à homossexualidade.

Apesar do sincretismo religioso, o Brasil é o país onde se concentra a maior quantidade de católicos no mundo, com cerca de 123 milhões de pessoas, o que representa 65% da população brasileira.

E nada mais apropriado para a imagem da instituição do que promover as respostas perante os olhos dos fiéis e da mídia mundial que está no Brasil durante a visita do pontífice.

A suposta conduta escandalosa estaria na relação homossexual entre o monsenhor Battista Ricca, nomeado pelo papa Francisco para ser o seu representante pessoal para ocupar um cargo estratégico no Banco da Santa Sé, o Instituto para Obras Religiosas (IOR), e o capitão da guarda suíça Patrick Haari.

Dentro do Vaticano, Ricca é conhecido pela agitada relação homossexual que manteve com o oficial Haari, quando trabalhava na nunciatura apostólica de Montevidéu, no Uruguai, de 1999 a 2000.

Mesmo que negada e dita por especialistas como “lobby gay”, uma rede de influentes prelados que trama contra o pontífice, a sombra de um suposto novo escândalo homossexual, continua a perseguir os passos do líder da Igreja Católica.

E este não será o único problema ligado a sexo que o papa em tese será obrigado a abordar durante a visita ao Brasil, se ele pretende mesmo fazer de sua estada "a semana inaugural do papado".

O Comitê de Direitos Humanos da ONU (Organização das Noções Unidas) está se preparando para questionar a Igreja Católica sobre seu comportamento ao tratar de abusos sexuais de crianças por parte de clérigos – um problema antigo, que foi subestimado por João Paulo 2º, enfrentado com mais rigidez no papado de Bento 16, mas que acabou no ‘colo’ de seu atual sucessor.

Não adianta Bergoglio querer empurrar os problemas ‘com a barriga’, se realmente estiver determinado a lidar de maneira vigorosa com o tema. Respondê-los, demonstrará sua capacidade para seguir um passo adiante, rumo à renovação e à proximidade com os milhões de seguidores espalhados pelo mundo e ‘arrebanhá-los’ perante a imagem de uma instituição que vem perdendo cada vez mais espaço para outras religiões cristãs, em especial no Brasil.

Dar resposta aos escândalos será uma atitude muito mais significativa do que trocar papamóvel por jipe ou abdicar das dependências mais suntuosas na Residência Assunção, no Rio de Janeiro, durante sua estada na Jornada Mundial.

É a nossa opinião.

 

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