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Publicado em 03/09/2014 às 11h04
A Saúde Ainda Pulsa

A redação / Diário de Jacareí

Se perguntarmos às pessoas, nas ruas, como elas consideram a saúde pública no município, muitas dirão que ela vai de mal a pior; algumas irão mais além, dizendo que está agonizante na UTI. Exagero? Fatos indicam que não, como aquele do aposentado com a perna quebrada que teve de esperar por quase 20 dias para ser atendido na Santa Casa de Jacareí. Um absurdo! Ocorrência desse tipo nos faz considerar que se ainda não estamos no fundo do poço, está faltando bem pouco para chegarmos lá.

A situação de Jacareí não é uma exceção, pois conforme já foi constatado por uma pesquisa do Instituto Datafolha, os serviços públicos e privados de saúde no Brasil são considerados regulares, ruins ou péssimos por 93% da população. Incluídos na desaprovação, os planos particulares de saúde. Os dados apontam insatisfação dos brasileiros com a saúde, principalmente, pelas filas de espera, falta de acesso aos serviços públicos e má gestão de recursos.

Mas, há perspectivas de melhoras para a cidade e a região com a instalação do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), cujo acesso será feito através do número telefônico 192. O atendimento teve início em São José dos Campos na terça-feira (2) e deve ser implantado em Jacareí até o final deste ano, com três bases de apoio, nos bairros de Santa Cruz dos Lázaros (região oeste), Parque Meia-Lua (região norte) e Cidade Salvador (região leste).  O município vai contar com quatro ambulâncias, três unidades de suporte básico e uma de suporte avançado. As críticas virão com certeza, mas algo deveria ser feito e o Samu, depois que estiver em plena operação, pode ser um grande diferencial na saúde pública.

Ao todo, estão previstas 20 ambulâncias para atuarem no sistema regional, que abrange, além de Jacareí, as cidades de Caçapava, Igaratá, Jambeiro, Monteiro Lobato, Santa Branca, São José dos Campos e Paraibuna. A estimativa é de um custo mensal de R$ 1,2 milhão e atendimento de mais de 1 milhão de pessoas na região. O Ministério da Saúde investiu R$ 3 milhões para a compra das ambulâncias.

Em Jacareí, não será a falta de dinheiro que deixará a saúde em ‘estado de coma’, pois o repasse que a Santa Casa recebe atualmente da Secretaria de Saúde é de R$ 1,7 milhão por mês, e em maio deste ano foi formalizado, em Brasília, um aporte no valor de cerca de R$ 3 milhões para o hospital, e a renegociação de suas dívidas. Também, é oportuno ressaltar que depois de quase 10 anos de intervenção da Prefeitura na Santa Casa, já passou da hora de o hospital apresentar melhorias no atendimento à população.

Com a chegada do Samu, talvez o quadro apresente alguma melhora. O serviço vai atender casos de urgência e emergência e o médico poderá dar orientações por telefone sobre os procedimentos a serem adotados para preservação da vida ou minimizar possíveis sequelas, até que o socorro chegue ao local. Enfim, funcionando adequadamente, será um grande reforço para a saúde pública.

A saúde pode até estar na UTI, mas há indicativos de sinais vitais, pois ela ainda pulsa, e agora, com a chegada do Samu, pode ganhar força e ter uma reação. Assim, quem sabe, a população poderá respirar mais aliviada, sem a ajuda de aparelhos, ou seja, com menos precariedades no atendimento público.

Sim, a saúde ainda pulsa!

É a nossa opinião.

 

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