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Publicado em 12/05/2017 às 17h06
Balanço aponta locais de maior incidência de moradores de rua

A Redação / Diário de Jacareí
Ilustração
A pesquisa apontou ainda que entre os principais motivos para estar na rua estão dependência química (álcool ou drogas ilícitas) e problemas familiares

O Largo do Riachuelo (centro) e a Avenida Pensilvânia, no Jardim Flórida (região oeste) são considerados hoje os locais com maior incidência da presença de moradores de rua em Jacareí, segundo levantamento feito pela Secretaria Municipal de Assistência Social. Os dados são parte de um mapeamento desenvolvido pela pasta a partir de abordagens realizadas durante 14 dias e foram apresentados durante reunião realizada no último dia 4.

O evento reuniu cerca de 30 pessoas, entre elas a secretária de Assistência Social, Patrícia Juliani, a secretária de Educação, Maria Thereza Ferreira Cyrino, a presidente da Fundação Pró-Lar, Fátima Rangel e representantes das secretarias de Esportes e Desenvolvimento Econômico, além de assistentes sociais.

NÚMEROS - O mapeamento foi realizado durante 14 dias, totalizando 130 horas, nos períodos diurnos e noturnos, entre os dias 27 de março e 9 de abril. A equipe, formada por agentes, psicólogos, assistentes sociais e motoristas, abordou 141 pessoas, totalizando 397 atendimentos.

Entre os locais com maior incidência de moradores de rua, o Largo do Riachuelo e a Avenida Pensilvânia totalizam a maioria das abordagens e são considerados pontos de vulnerabilidade do município.

Das pessoas abordadas, 54% são munícipes moradores de rua, 22% tem residência fixa, mas trabalham de forma informal na rua (olhando carros, mendicância ou artistas de rua) ou fazem uso de substâncias ilícitas, e 23% são migrantes. Desse total, 95% são homens e de faixa etária entre 18 e 60 anos. Quanto à escolaridade, 35% das pessoas abordadas têm ensino fundamental incompleto.

CAUSAS - A pesquisa realizada pela Secretaria de Assistência Social de Jacareí apontou ainda que entre os principais motivos para estar na rua estão dependência química (álcool ou drogas ilícitas) e problemas familiares. Nos últimos seis meses, 37% das pessoas abordadas foram atendidas pela Casa de Passagem, 30% pelo Centro Pop, 21% pela Saúde, 4% pelo CREAS, 3% pelo CRAS e 3% pela Segurança Pública.

A secretária municipal de Assistência Social, Patrícia Juliani, explica que o momento é de planejar e trabalhar em conjunto com as outras secretarias. "A gente quer acertar. Precisamos planejar para poder ser eficaz. Todas essas sinalizações serão feitas a partir deste olhar, quantificando e nos dando a possibilidade de visualizar o todo com precisão para pensarmos em como trabalhar agora. Inclusive, para que possamos nos unir com outras secretarias e agregar olhares", finaliza a secretária.

SERVIÇO
Pesquisa estima que o Brasil
tem 101 mil moradores de rua

Uma pesquisa publicada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) com base em dados de 2015 projetou que o Brasil tem pouco mais de 100 mil pessoas vivendo nas ruas. O Texto para Discussão Estimativa da População em Situação de Rua no Brasil aponta que os grandes municípios abrigavam, naquele ano, a maior parte dessa população. Das 101.854 pessoas em situação de rua, 40,1% estavam em municípios com mais de 900 mil habitantes e 77,02% habitavam municípios com mais de 100 mil pessoas. Já nos municípios menores, com até 10 mil habitantes, a porcentagem era bem menor: apenas 6,63%.

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