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Publicado em 17/03/2017 às 12h18
De Athenas Paulista a um ‘grande estacionamento’

A Redação / Diário de Jacareí

“Viver muito tem custo alto que dinheiro não paga” dizem com razão os longevos. O preço sentimental, então, é o mais alto. Ver amigos, entes queridos e esperanças desaparecerem ao longo dos anos e, junto, indo também a identidade de onde se vive é algo irresgatável. Assim suspiram hoje os moradores mais antigos de Jacareí.

Da criação da então Vila de Nossa Senhora da Conceição da Paraíba, em 24 de novembro de 1653 (data da fundação, documentada) ao final do século XIX e início do século XX, tivemos um salto de progresso. Do “lugar com prédios muito pequenos que só demonstram miséria”, descrito por Auguste de Saint Hilaire, em 1822, chegou-se a “Athenas Paulista” com ponto alto no Colégio Nogueira da Gama, comparado ao Dom Pedro I, do Rio, melhor escola do Brasil à época.

Esse crescimento gerou paisagem arquitetônica típica daqueles tempos, com casarões como o de Renato Egydio de Carvalho e outro de Victor Lamanna e vendido para Biagino Chieffi e revendido a Hideraldo Mesquita, ambos ao redor da Matriz; sem falar do falso sobrado, já demolido, vizinho ao da família Denis, em que o imperador D. Pedro I pernoitou a caminho do Ipiranga em São Paulo.

Em um único quarteirão da Rua Antônio Afonso, foram-se a residência do primeiro Barão de Jacareí, onde hoje está o INSS, a casa paroquial de inesquecível pomar, onde foi o colégio ‘Chapeuzinho Vermelho’, praticamente vizinho à casa do médico emérito Pompílio Mercadante, nos ‘Quatro cantos’, este com a lateral direita ceifada para alargamento da Rua XV. Mais abaixo, na esquina da Rua José Bonifácio, havia o antigo Colégio Antônio Afonso, que virou sucata para construção de novo prédio, entre outros.

“Acho que morri e surgi em outra cidade”, ironizou uma leitora do Diário de Jacareí ao ver que já não havia mais os casarões que enfeitaram as ruas de sua infância e hoje viraram monte de entulho para dar lugar ao ‘novo perfil’ sem alma.
Esperemos que a nova administração cuide de nossa memória com merecido carinho. Ou, aos poucos, nos tornaremos ‘um estacionamento gigante’, como prognosticou a citada senhora. Seria uma pena!

É a nossa opinião.

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