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Publicado em 18/02/2017 às 12h53
De moradores a donos das ruas

A Redação / Diário de Jacareí

Um senhor caminhava por uma rua do centro quando viu um homem deitado na calçada com o corpo ao longo da sarjeta, menos o braço que avançava sobre a pista de asfalto. Temendo por um esmagamento, o senhor aproximou-se para dobrar o braço do caído e evitar o pior. Assim que tocou nele, porém, provocou uma reação inesperada e violenta: aos gritos, o da calçada passou a xingá-lo pelo ‘incômodo’.

Mais tarde, ao comentar o acontecimento, um amigo o alertou sobre novo golpe que gatunos aplicam na cidade (que não era especificamente aquele caso): alguém finge que vai desmaiar e quando é socorrido aparece outro que anuncia um assalto. Aconteceu isso na Rua Alfredo Schurig, segundo uma senhora que foi vítima do golpe e que levaram dela o dinheiro recém sacado num caixa eletrônico.

O amigo reforçou o alerta com meia-dúzia de outras histórias semelhantes, como a de um motorista que foi prestar socorro a certa moça cujo carro ‘enguiçou’ e recebeu um assalto em troca: ficou sem carro, celular e documentos. O tal carro ‘enguiçado’ não era da moça; estava apenas estacionado no meio fio.

Vivemos em Jacareí uma espécie de paraíso dos ‘da rua’ nos cruzamentos, nas praças e nas residências. Quem passa pelo centro a pé ou de automóvel conhece bem o quadro, herança de política assistencialista torta que nada fez para coibir nem para evitar quadros como esses. Os antigos moradores de rua, e hoje donos dela, apropriam-se também de prédios e abordam as pessoas literalmente sem pudor. A capela de Nossa Senhora Aparecida, no Jardim Liberdade, teve de ser cercada com alambrado – que a descaracterizou em termos históricos e de urbanismo – por causa desse pessoal que fazia hotel em suas laterais. Residentes das praças do Jardim Liberdade sofrem constantemente de assédios e de cenas noturnas nada agradáveis por ali.

O novo governo mudará a política assistencial de Jacareí para algo de resultados? Só o saberemos depois dos ‘100 dias’. Os ‘das ruas’ têm direito de viver como querem; ‘os das casas’, que subvencionam os primeiros, também precisam ter o direito de viver e circular sem incômodos ou riscos.

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