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Publicado em 19/07/2013 às 15h06
Entre morrer e sobreviver
A redação / Diário de Jacareí

O índice de sobrevivência das micro e pequenas empresas de apenas 56% apresentado por Jacareí na pesquisa feita pelo Sebrae Nacional, representa a dificuldade enfrentada por empreendedores para manter seus negócios durante os dois primeiros anos de vida na cidade. Significa dizer que, a cada cem novos negócios criados, somente 56 sobrevivem. Em termos comparativos, o percentual apontado pela pesquisa é tão baixo que só está acima de cinco municípios brasileiros avaliados.

No Estado de São Paulo, é o pior índice das 80 cidades pesquisadas. Tão baixo que não superou cidades como Ferraz de Vasconcelos, por exemplo, município que segundo dados do último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) possui um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 1,6 bilhão e um PIB per capita de pouco mais de R$ 9.500,00, bem inferior às cifras econômicas de Jacareí, cujo PIB é de R$ 5,66 bilhões e PIB per capita superior a R$ 26.800,00.

Mas, como é possível uma economia como a de Jacareí, não ter superado o índice de sobrevivência de Ferraz de Vasconcelos, por exemplo?

A resposta está no modelo e no perfil econômico adotado em cada município. Cidades que não possuem indústrias de transformação de grande porte têm sua economia voltada para o setor do comércio e de serviços, favorecendo o desenvolvimento de atividades relacionadas às micro e pequenas empresas, em um ambiente microeconômico regional. Em situações deste tipo, os pequenos negócios se sustentam e têm fôlego para superar os dois primeiros anos de atividade, devido à necessidade de atendimento à demanda local.

No caso de Jacareí, o município está inserido em uma das mais ricas regiões metropolitanas, no eixo Rio-São Paulo, próxima aos portos de Santos e São Sebastião, e aos principais aeroportos de cargas do país, plataforma logística considerada ‘sonho de consumo’ para gigantes multinacionais da indústria da transformação, que empregam milhares de trabalhadores e geram riqueza e elevam o Valor Adicionado, através da arrecadação de ICMS.

Por esse motivo, Jacareí ainda está ‘abrindo os olhos’ em relação à importância das micro e pequenas empresas na formação de Arranjos Produtivos Locais (APL), cadeias produtivas que servem de base para atender a demanda de produtos e serviços gerados pela indústria.

Apesar de dissonantes, os dois modelos são complementares. Por isso, a preocupação da administração municipal nos últimos anos na criação de leis e medidas administrativas que favorecessem o desenvolvimento e a sustentação dos empreendedores locais.

Mas é preciso mais, pois, em um mercado dinâmico e competitivo, as necessidades surgem em um ‘piscar de olhos’. E para as micro e pequenas empresas, a diferença entre o sobreviver e o ‘morrer’ passa, invariavelmente, pela adaptação fiscal, legislativa e tributária do poder público às novas exigências mercadológicas.

É a nossa opinião.

 

 

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