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Publicado em 16/12/2013 às 17h53
Hora de acertar os ponteiros

A redação / Diário de Jacareí

Há pouco mais de duas semanas para o fim do ano, a Prefeitura de Jacareí está diante de um conflito administrativo, originado e motivado sob a própria tutela do Paço Municipal. A greve deflagrada pela Guarda Civil é o resultado de uma política contraditória da administração municipal, que atribuiu ao longo dos mais de 50 anos de existência da corporação – uma das mais antigas do Vale do Paraíba, um caráter funcional de Segurança Pública que extrapola a responsabilidade pelo zelo do patrimônio público do Município.

Querer, depois de mais de meio século, desqualificar a categoria sob o discurso de que a Guarda Civil não tem a função para o exercício da Segurança Pública, e por isso não é considerada um serviço essencial, é o mesmo que assinar o atestado da ingerência mental dos próprios gestores que a criaram.

O que esses servidores desejam é o reconhecimento formal por terem assumido uma responsabilidade funcional que, queira a Prefeitura ou não, tem contribuído com a Segurança Pública de nossa cidade, no sentido de exercerem um trabalho preventivo, em auxílio à Polícia Militar, nos locais por onde atuam.

A greve instalada demonstra que já passou da hora de a atual administração repensar sobre o modo lacunar de responder aos questionamentos de determinados segmentos do funcionalismo público e acertar definitivamente os ‘ponteiros’ junto à categoria. Sob o ponto de vista administrativo, não seria difícil encontrar razões técnicas para diferenciar as funções da Guarda Civil de qualquer outra categoria do serviço público.

Afinal, preservadas as proporções e o nível de exposição que cada atividade possui, o trabalho que os agentes municipais são determinados a cumprir os expõe da mesma forma que o serviço ostensivo exercido pelo policial militar, por exemplo.

A comparação pode parecer inoportuna ou até esdrúxula, já que os policiais do Estado possuem competências específicas no setor, mas há de se reconhecer que, de fato, existe uma dissimulação da função da Guarda Civil, em Jacareí.

Neste caso, não se trata de eleger privilégios, mas do simples fato de reconhecer os direitos, independentemente da categoria. Como uma peça de quebra-cabeças, cada um dos valores transmitidos ao longo dos anos ajudou a moldar e a dar vida própria à imagem da farda azul que se vê hoje.

Traçando um paralelo da postura da administração municipal em relação às demais atribuições e carreiras existentes no serviço público, qual seria o discurso dos atuais gestores ante as reivindicações dos médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem para melhoria das condições de trabalho na saúde pública, por exemplo? Fica a dúvida. Uma coisa é certa: em qualquer das situações, sejam elas essenciais ou não, o diálogo entre as partes deveria prevalecer, pois sem ele, quem perde no fim das contas sempre é a população.

É a nossa opinião.

 

 

 

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