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Publicado em 03/03/2017 às 10h04
Hora de valorizar as homenagens

A Redação / Diário de Jacareí

Imagine uma situação absurda. Um vereador apresenta na Câmara um projeto que cria o Dia do Corintiano. O texto vira lei. Com certeza, antes mesmo da primeira comemoração da data, torcedores dos demais times fariam com que a maluquice fosse revogada. É só um exemplo do que acontece com a maioria das leis de homenagens: agrada-se os poucos escolhidos e desagrada-se a maioria que ficou de fora.

No dia 23 de fevereiro (uma quinta-feira), homenageou-se líderes religiosos na Câmara de Jacareí, por exemplo. O evento provocou dezenas de protestos na do Diário de Jacareí na rede social Facebook, alguns sem fundamento, contra o que o internauta entende como discriminação a outras denominações porque este ou aquele líder desta ou aquela religião não fora escolhido.  Poderia ser outro evento, como, empresa cidadã, líderes comunitários, mulher cidadã ou ‘Dia do Carrinho de Rolimã’. As reações seriam semelhantes. Sem falar dos que consideram a prática socialmente dispensável.

Ao longo dos anos, as câmaras criaram uma enxurrada de homenagens, com a intenção não muito disfarçada do autor das respectivas leis ganhar a simpatia (votos) do homenageado e da família deste. Não há estatísticas a respeito, mas quem trabalha em cerimonial observa que o resultado é quase sempre inferior ao que se aguarda, quando não contrário. É o que na gíria profissional chama-se ‘desomenagem’. Políticos e agraciados esperam grande afluência de público, mas, no geral, comparecem poucos. É célebre um caso antigo em Jacareí de um homenageado que preparou uma festa para 400 pessoas e não vieram 100 para vê-lo tornar-se oficialmente cidadão.

Já é mais que hora do Legislativo rever o assunto até por conta da renovação que aconteceu em Jacareí, que deixou de fora políticos useiros de homenagear eleitor. Obviamente não estamos falando de homenagens justas, que até ficam desacreditadas pelas sem-sentido.

Tais eventos criam despesas para a Casa de Leis, com horas extras a funcionários e congestionamento do serviço durante dias, pois a Sessão Solene é o estágio final de uma série de perdas de tempo preparatórias.

A primeira mulher presidente do Legislativo de Jacareí, Lucimar Ponciano, tem dado mostras de querer marcar sua passagem pela Câmara. Está aí uma boa oportunidade.

É a nossa opinião.

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