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Publicado em 06/09/2017 às 16h24
Momento ‘político-propínico’

A Redação / Diário de Jacareí

Se diante do que está acontecendo no Brasil nestes últimos dias você se encontrar confuso não se preocupe porque está em boa companhia. Na última terça-feira (5), um dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, disse com todas as letras, referindo-se ao desastrado episódio que envolveu o procurador geral da República, Rodrigo Janot, que não entendia bem o que estava acontecendo.

O próprio Janot, que posava seguro na segunda-feira, perto de tornar-se o super-herói da vez, não era o mesmo no dia seguinte: ressurgia medroso (palavras dele) na terça-feira, diante da mais recente gravação-bomba liberada pelo STF na trágica “parada de insucessos” do programa ‘político-propínico’ nacional.

Em Jacareí, em muito menor intensidade, mas não menos preocupante, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que apura irregularidades na Fundação Pró-Lar ouvia a última testemunha arrolada no processo: o ex-prefeito Hamilton Mota (PT) que, conforme previsto por este jornal na semana passada, declarava não saber de nada. Hamilton até se declarava surpreso porque a Pró-Lar, como entidade autônoma, não teria de prestar ao prefeito satisfações detalhadas de seus atos.

Esta afirmação, entretanto, foi derrubada pela presidente da Câmara, vereadora Lucimar Ponciano (PSDB) que fora, há alguns anos, membro da Comissão de Compras e Orçamentos da Prá-Lar como representante do Executivo. Segundo ela, a comissão examinava tudo e não deixaria passar algo tão gritante como um aumento inexplicável em gastos com limpeza de terrenos no final do mandato do então prefeito. Uma elevação de despesa, sem licitação, em 20 vezes para um mesmo item de compras.

Finalmente, também como previmos em edições anteriores, a bomba deve mesmo estourar no lado mais fraco da corda (que provavelmente vai arrebentar): o ex-diretor-financeiro Christian Antunes.

Não. A palavra ‘político-propínico’ usada no segundo parágrafo não está no dicionário, mas já faz estragos. O idioma concede a quem escreve a prerrogativa de criar novos termos quando os que existem não definem exatamente a ideia a ser passada. E essa palavra é interessante porque pode ser escrita com e sem o segundo acento: ‘político-propínico’ ou político-propinico’, que altera quase nada o simbolismo - a escolha é de quem escreve.

É a nossa opinião.

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