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Publicado em 26/02/2021 às 16h33
Torpe dilema


RODRIGO ROMERO

'O Dilema das Redes' estreou na Netflix no começo do ano passado, mas só fez estardalhaço no fim de 2020, a partir mais ou menos de setembro, 'coincidindo' com as semanas que antecediam a eleição presidencial dos EUA e as municipais do Brasil. Dirigido e roteirizado por Jeff Orlowski, o documentário, que tem encenações que exemplificam as teorias das entrevistas, aborda como os algoritmos de plataformas como Facebook, Twitter, Google, Instagram e outras redes sociais transformam pensamentos dos usuários por meio de anúncios de vídeos 'sugeridos', por exemplo.

Jeff gravou com ex-funcionários das empresas que, por obra dos céus, resolveram abrir as 'mentes perversas' e delatar ao público os grandes males criados por eles mesmos com as mais singelas e inocentes intensões. Capitalismo, seu feio! Um deles confessa: 'Fui o responsável por bolar o botão de curtir no Facebook. A ideia era trazer positividade a quem usava. Hoje me assusto quando vejo crianças e adolescentes com depressão porque não tiveram fotos curtidas pelos amigos'. Que graça. É óbvio: todo mundo sabe que é vigiado ao acessar alguma ferramenta dessas.

Ninguém sai ileso. Porém, a partir do terço final do filme, o diretor joga o blocked a um lado torpe, sacana, e descamba à mera defesa de 'valores' progressistas. Em determinado ponto de 'O Dilema das Redes', os entrevistados apontam que Trump e Bolsonaro foram eleitos porque os 'malvados algoritmos' influenciaram na violência e na vileza da maioria dos jovens e, portanto, os candidatos 'bonzinhos' (quer dizer, os da esquerda) foram simplesmente limados do pleito. (Será que é por isso que hoje vemos censura aos ditos direitistas nas redes sociais?)

Esses ex-empregados ironizam as 'teorias da conspiração'. Dizem que conseguiram enfiar no cérebro dos usuários mensagens cruéis e acirraram a competição entre eles. Quando vemos que redes sociais censuram e banem Trump por algo que ele escreva, mas nada fazem quando um deputado federal ameaça de morte o presidente do Brasil ou jornalistas 'pedem' para que Trump e Bolsonaro se matem, sacamos qual é o objetivo. Trump já foi. 2022 já está aí. Duração: 98 minutos. Cotação: regular. Duração: 98 minutos. Cotação: regular.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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