Publicidade
Quarta-feira, 21 de Abril de 2021 | você está em »principal»Notícias»Geral
Publicado em 25/11/2013 às 10h37
Cantor ‘deve respeitar seu tom’, afirma fonoaudióloga
Renata Melo / Diário de Jacareí
Divulga??o
Divulgação
A fonoaudi?loga Raquel Dell? Acqua: ?Quando cantamos no tom de outra pessoa estamos arriscando nossas pregas vocais a desenvolverem les?es?

Cantores devem cantar no seu tom, nunca no tom original do compositor ou intérprete. A afirmação é da Raquel Malara Dell’ Acqua, fonoaudióloga da Ordem dos Músicos do Brasil, regional de São Paulo e coautora do livro ‘Saúde para Músicos’, da Keyboard Editora, primeiro livro sobre o tema publicado no Brasil.

Ela também é mestre em Fonoaudiologia pela USP (Universidade de São Paulo) e técnica em Segurança do Trabalho, além de pesquisadora na área de Saúde Ocupacional para Músicos.

“Independente de sermos cantores iniciantes ou profissionais, quando cantamos no tom de outra pessoa estamos arriscando nossas pregas vocais a desenvolverem lesões”, ensina ela. Para descobrir qual é o tom certo, completa, o critério número um é sentir conforto ao cantar e ao terminar a música.

“Quando cantamos no tom certo, nossa voz tem volume e brilho. Se quando alguém sugere uma música você já torce o nariz porque considera ‘ruim de cantar’, é muito provável que o tom dela não esteja adequado para você. É preciso conseguir cantar a música toda em volume médio (nem grave, nem agudo demais), audível e sobretudo confortavelmente. Com o tom correto, isso é fácil de fazer”, aponta ela.

Outra questão muito importante, segundo a fono, é ter um bom retorno ao cantar. “Quando temos um retorno ruim, achamos que, por não ouvirmos os outros, também não estão nos ouvindo e ‘gritamos’ o tempo todo. Isso exige um esforço muito grande do nosso aparelho vocal”, explica a profissional.

ERROS E MITOS – Raquel Dell’ Acqua aponta que o erro mais comum cometido pelos cantores é negligenciar o aquecimento vocal. “É preciso praticar o aquecimento vocal antes de ensaiar sozinho, antes de passar o som, antes de ensaiar com a banda toda etc. Enfim, é preciso fazer aquecimento vocal sempre que se vai usar a voz um pouco além do que se usa em uma conversa simples dentro de casa”, diz.

Também existem muitos mitos sobre o que é ‘bom para a voz’, de acordo com a fonoaudióloga.

“São muitos, alguns até engraçados. É importante saber que tudo que engolimos não passa pelas nossas pregas vocais, mas sim o que inalamos, que passa pela faringe”, lembra. Comer maçã para limpar ou ingerir mel para lubrificar a voz, são alguns exemplos de mitos.

“Contudo, em algumas situações essas coisas são indiretamente úteis pra voz. A maçã pode não limpar as pregas vocais, mas trabalha a musculatura da boca, o que favorece a projeção da voz e a articulação das palavras. O mel, por sua vez, é um anti-inflamatório natural e, numa situação de gripe, pode ajudar na recuperação”, esclarece. 

De qualquer maneira, a especialista lembra que não é possível fazer uma lista do que é bom ou ruim para todos os cantores, porque há variações de acordo com o contexto e muda de pessoa para pessoa.

Especialista também recomenda proteger a audição

A fonoaudióloga Raquel Malara Dell’ Acqua destaca que é fundamental que os músicos também preservem e cuidem dos ouvidos. Caso contrário, não é possível atingir a afinação, seguir o andamento ou ouvir o retorno.

“É importantíssimo prevenir perdas auditivas, pois se elas acontecem, não há remédios, nem cirurgias que as possam recuperar. É preciso evitar a exposição a volumes excessivos de som e usar equipamentos de proteção”, alerta a especialista.

Ela recomenda três tipos de proteção. Entre eles estão os ‘in ears’, retornos feitos sob medida para cada músico, que são encaixados dentro do ouvido.

Eles isolam todo o som e ruído que ‘compete’ com a música, e, por estarem dentro da orelha, bem perto do tímpano, não é preciso aumentar o volume do retorno para ouvir com clareza tudo que precisa para cantar ou tocar.

Existem, ainda, protetores de filtro linear, que são como protetores auriculares usados na construção civil com um filtro interno. “Eles atenuam por igual graves, médios e agudos. É possível tocar com eles e ficar protegido, mas são mais eficientes para instrumentos acústicos, como as orquestras”, explica a profissional.

Já os protetores auriculares de construção, também chamados ‘plugs’, são recomendados para quando não se vai tocar. “Ele atenua demais os agudos, portanto, não dá pra tocar com ele. São ideais para serem usados em festivais, por exemplo, enquanto o músico espera sua vez de se apresentar”, finaliza.

Relacionadas
Comentários (0)

ATENÇÃO!

Os comentários publicados neste espaço são de responsabilidade de seus autores e não expressam
necessariamente a opinião do Diário de Jacareí


Por favor, faça o login antes de comentar

21 ABR
Publicidade
Publicidade
Notícias
facebook
Blogs
Publicidade
Publicidade
14/01/2021
Santos e Palmeiras disputam a final da Taça Libertadores no dia 30 de janeiro, às 17h, no Maracanã. Na sua opinião, qual dos dois será o campeão?

Nenhuma enquete encontrada!

Logos e Certificações: