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Publicado em 14/05/2018 às 16h46
Exercícios físicos são aliados de pacientes no tratamento de câncer
A Redação / Assessoria de imprensa
Ilustração
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Especialistas reforçam que exercícios físicos contribuem para uma melhora significativa na qualidade de vida nessa fase

Receber o diagnóstico de uma doença como o câncer não é nada fácil. Muitas são as novidades: quimioterapia, radioterapia, remédios, queda de cabelo, perda ou ganho de peso, mudança de rotina, entre outros. As preocupações são inúmeras e, com o lado psicológico também abalado, os pacientes acabam abandonando as atividades físicas e se esquecendo de que os exercícios podem sim auxiliar no tratamento.

Foi o caso da fisioterapeuta Marjorie Gaieta Vannucci que, ao receber o diagnóstico positivo para o câncer de mama, no ano passado, precisou pausar a rotina de exercícios por quase quatro meses.

“Voltar a treinar foi essencial para que eu pudesse transitar pelas fases da doença de forma menos agressiva”, relata. Marjorie é aluna da Academia Runner de São José dos Campos e treina com acompanhamento de educadores físicos. “Deixei para trás toda aquela sensação de fraqueza muscular e consegui, aos poucos, recuperar, por exemplo, minha agilidade, força e flexibilidade”, reforça. 

Na semana em que se comemorou o Dia Mundial de Combate ao Câncer (8 de abril), especialistas não só reforçam essa premissa, como também afirmam que os exercícios contribuem para uma melhora significativa na qualidade de vida nessa fase.

“Frequentar uma academia pode, por exemplo, auxiliar na reinserção do aluno na sociedade, provocar a interação com outras pessoas, melhorar a autoestima e retomada da vida normal”, afirma Karina Barcelos, profissional de educação física (CREF: 129621-G/SP). “Essa rotina de atividades pode ainda evitar o surgimento de problemas secundários como depressão, distorção de imagem, etc.”, completa.

Segundo Karina, o mais importante é sempre respeitar seu corpo e limites e realizar atividades físicas somente após a liberação médica oncológica. O acompanhamento de outros profissionais da saúde, a chamada ‘equipe multidisciplinar’, também se faz essencial para entender quais as necessidades de cada aluno/paciente.

“Se o aluno está em tratamento de câncer de mama, por exemplo, a região superior pode ser mais sensível e até impossibilitada de realizar certos movimentos, então, o foco será em atividades como caminhadas, simulador de escadas, dentre outras, que movimentem apenas os membros inferiores”, explica Karina. 

E, para aqueles que estão enfrentando a doença, a paciente, já na reta final do seu tratamento, deixa um recado: “Ficar na cama achando que não vai passar não adianta nada. Passa sim e com mais rapidez quando percebemos que estamos ativos. Fazendo exercícios, estamos mais vivos do que nunca”, finaliza.

DADOS – Segundo o INCA – Instituto Nacional do Câncer, a incidência da doença no mundo cresceu 20% na última década. Em pesquisa divulgada recentemente, o INCA estima cerca de 600 mil novos casos de câncer para 2018. Com exceção do câncer de pele ‘não melanoma’, os tipos de câncer mais frequentes serão os cânceres de próstata (68.220 casos novos) em homens, e mama (59.700 mil) em mulheres.

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